TikTok cria joint venture nos Estados Unidos e afasta risco de proibição

William Kevim
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A ByteDance, proprietária chinesa do TikTok, confirmou nesta quinta-feira (22) a conclusão de um acordo com um consórcio de investidores estrangeiros para formar uma empresa independente responsável pelas operações do aplicativo em território norte-americano. A iniciativa, concluída mais de um ano depois da assinatura do contrato preliminar, atende às exigências do governo dos Estados Unidos e encerra a ameaça de bloqueio da plataforma no país.

O negócio foi fechado originalmente no fim do ano passado, após o prazo estipulado pelo então presidente Donald Trump ser adiado três vezes. A disputa jurídica e política vinha desde agosto de 2020, quando a Casa Branca tentou banir o TikTok alegando riscos à segurança nacional. À época, o governo argumentou que Pequim poderia acessar dados sensíveis ou usar o aplicativo para espalhar propaganda. A ByteDance sempre negou vínculos com autoridades chinesas.

Composição acionária

Pelo arranjo final, investidores norte-americanos e internacionais — entre eles a Oracle (infraestrutura em nuvem), o fundo de private equity Silver Lake e a MGX, com sede em Abu Dhabi — terão 80,1% do capital da nova joint venture. A ByteDance permanecerá com 19,9%. O modelo de joint venture implica compartilhamento de custos, receitas e responsabilidades entre as partes.

Estrutura de dados e segurança

Segundo página oficial criada pelo TikTok para explicar a transação, todas as informações dos usuários dos EUA ficarão armazenadas em ambiente de nuvem da Oracle dentro do próprio país. O texto destaca que o novo negócio adotará um “programa abrangente de privacidade de dados e segurança cibernética”, auditado por especialistas independentes, e terá autonomia para definir políticas de confiança, segurança e moderação de conteúdo.

Liderança definida

Adam Presser, ex-diretor de operações do TikTok, assumirá o cargo de presidente-executivo da operação norte-americana. Em memorando interno obtido pelo jornal The New York Times, o CEO global do TikTok, Shou Chew, classificou a mudança como “ótima notícia” e afirmou que a medida permitirá que usuários dos Estados Unidos “continuem a descobrir, criar e prosperar como parte da vibrante comunidade global do TikTok”.

Repercussão política

Em publicação na rede social Truth Social, Donald Trump celebrou o desfecho e agradeceu ao presidente chinês Xi Jinping por aprovar a transação. “Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok”, escreveu o ex-presidente norte-americano. Ele acrescentou que o líder chinês “poderia ter seguido outro caminho, mas não o fez”.

Próximos passos e dúvidas

Ainda não há confirmação de mudanças imediatas para os usuários no país. Desde o primeiro anúncio do acordo, em 2025, parte da base norte-americana demonstra preocupação com eventuais alterações no algoritmo que personaliza o feed. Consultores ouvidos pelo New York Times avaliam que a reestruturação pode não afastar totalmente as dúvidas de segurança nacional, apesar da nova camada de controle acionário.

O entendimento entre ByteDance e parceiros ocorre após lei aprovada em 2024 obrigar a companhia chinesa a ceder o controle da operação local se quisesse manter o aplicativo ativo nos Estados Unidos. Com o fechamento da joint venture, a ByteDance cumpre a determinação legal e, ao mesmo tempo, preserva quase um quinto da participação na unidade criada para o mercado norte-americano.

Com a formalização do acordo, o TikTok segue disponível no país enquanto as partes iniciam o processo de transferência de ativos, contratação de auditorias e adaptação das políticas internas à nova governança corporativa.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.