Binotto admite que motor da Audi não será o mais forte na estreia de 2026

Rafael Ramos
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O chefe de operações da Audi na Fórmula 1, Mattia Binotto, afirmou que a nova unidade de potência da marca, prevista para estrear em 2026, não deverá liderar o pelotão logo no primeiro ano de atividade. Segundo o dirigente, a diferença de tempo e de experiência em relação às fabricantes já consolidadas tornará “impossível” colocar a Audi no topo do ranking de motores assim que a temporada inaugural começar.

Binotto explicou que a montadora alemã trabalha intensamente no projeto, mas preferiu adotar um tom cauteloso sobre os resultados a curto prazo. Para ele, o período de desenvolvimento ainda é relativamente curto quando comparado ao histórico dos concorrentes que já participam do campeonato com seus próprios propulsores há várias temporadas. “Não podemos acreditar que seremos os melhores de imediato; seria irreal”, sintetizou o dirigente.

A declaração destaca o grau de desafio enfrentado pela Audi diante de adversários que acumulam conhecimento técnico, infraestrutura consolidada e dados de pista obtidos ao longo dos últimos ciclos de regulamento. Com isso, o dirigente reforçou que o objetivo principal, no início, será reduzir a distância para quem já domina o atual cenário da categoria.

Embora Binotto não tenha citado nomes, o grid conta hoje com fornecedoras experientes que coletam informações valiosas a cada fim de semana de corrida, algo que, segundo ele, não pode ser reproduzido em laboratório ou em simulações. “Há lições que só se aprendem competindo”, comentou, sinalizando que a Audi precisará de tempo para transformar pesquisa e desenvolvimento em performance real.

Para o dirigente, o avanço virá por etapas. Primeiro, a equipe pretende garantir confiabilidade e consistência no funcionamento do conjunto motriz. Em seguida, o foco passará ao ganho progressivo de eficiência energética e de potência bruta, meta que deve se estender ao longo dos primeiros anos de participação plena no Mundial.

A temporada de 2026 marcará a entrada oficial da Audi como construtora de motor e chassi, além de inaugurar um novo conjunto de regras técnicas para as unidades híbridas na categoria. Mesmo reconhecendo as limitações que encontrará, Binotto assegurou que a empresa continuará investindo em tecnologia para encurtar a diferença para os líderes do campeonato.

“É um projeto de longo prazo”, resumiu o chefe de operações. A estratégia, segundo ele, passa por absorver experiências de forma gradual, adotando uma filosofia de evolução constante que permita ao time capitalizar sobre cada pequeno avanço. Dessa maneira, a Audi espera criar bases sólidas para competir em condições mais equilibradas nos anos seguintes.

Ao finalizar, Binotto reiterou que a expectativa de não ser o melhor fornecedor de motores em 2026 não diminui a ambição da empresa. Pelo contrário, o realismo exposto pelo dirigente foi apresentado como parte de um plano estruturado, que busca crescer sustentavelmente em um ambiente altamente competitivo como a Fórmula 1.





Com informações de Motorsport.uol

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.