Um levantamento realizado pelo Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Aracaju) encontrou uma variação expressiva no valor cobrado pelo quilo da comida em restaurantes self-service da capital sergipana. Segundo o estudo, o menor preço verificado foi de R$ 41,99, enquanto o maior atingiu R$ 127,90 — diferença que corresponde a 204% entre os extremos da amostragem.
Os números foram divulgados pelo órgão de defesa do consumidor com o objetivo de chamar a atenção para a disparidade observada no mercado local. A comparação mostra que, dependendo do estabelecimento escolhido, o cliente pode pagar quase o triplo pelo mesmo modelo de refeição, prática comum entre trabalhadores e frequentadores do centro comercial de Aracaju.
Para calcular o percentual de variação, o Procon considerou a relação direta entre os valores mais baixo e mais alto encontrados durante a pesquisa. Na prática, o intervalo de preço de R$ 41,99 a R$ 127,90 representa uma diferença nominal de R$ 85,91, valor suficiente para influenciar significativamente o orçamento de quem costuma almoçar fora de casa.
A modalidade self-service — em que o consumidor monta o próprio prato e paga conforme o peso — permanece entre as mais adotadas na capital por oferecer rapidez e variedade. Entretanto, a discrepância apontada pelo órgão municipal reforça a necessidade de atenção redobrada na escolha do restaurante, sobretudo em períodos de maior movimentação, como horário de almoço em dias úteis.
Embora o levantamento não detalhe a quantidade de estabelecimentos visitados, o Procon Aracaju informa que a pesquisa se concentrou em locais que atuam com cobrança por quilo, sem considerar promoções específicas ou preços diferenciados para dias da semana. A metodologia foi aplicada de forma presencial, utilizando balanças devidamente aferidas para garantir a precisão dos valores registrados.
Com a divulgação dos resultados, o Procon alerta os consumidores para a importância de conferir os preços antes de se servir e de solicitar nota fiscal após o pagamento, prática que assegura transparência e facilita a reclamação em caso de necessidade. O órgão orienta ainda que qualquer irregularidade observada pode ser denunciada diretamente ao serviço de atendimento do Procon, presencialmente ou pelos canais oficiais de contato.
Em caso de dúvidas, o consumidor deve guardar comprovantes e, se necessário, solicitar a intermediação do Procon para mediação de conflitos relacionados ao preço cobrado pelo quilo.
Com informações de Aracaju.se.gov
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