Um detento de 50 anos morreu na manhã desta quarta-feira, 21, dentro do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), situado no povoado Timbó, em São Cristóvão. De acordo com a Secretaria de Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc), o interno cumpria pena por estupro de vulnerável e foi encontrado sem vida depois de relatar mal-estar aos colegas de cela.
Informações repassadas pelos outros presos indicam que o homem tomou banho, voltou para o alojamento, deitou-se e logo em seguida desmaiou. Um inspetor penitenciário foi chamado, observou a situação e acionou a equipe de saúde da própria unidade. Os profissionais que atenderam a ocorrência constataram o óbito no local.
Procedimentos após a morte
Assim que a morte foi confirmada, a direção do Copemcan comunicou o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC). Equipes dos dois órgãos deslocaram-se até o presídio para fazer a remoção do corpo e realizar os exames periciais necessários, que devem apontar a causa do falecimento.
Também esteve no complexo uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), unidade da Polícia Civil responsável por investigar casos de morte em circunstâncias não esclarecidas. Os policiais coletaram informações preliminares com servidores, internos e profissionais de saúde, além de requisitarem imagens internas do circuito de monitoramento do presídio.
Rotina de saúde no presídio
A Sejuc informou que o Copemcan dispõe de plantão médico interno para atendimentos emergenciais, como o que ocorreu nesta quarta-feira. Ainda segundo a pasta, as equipes de enfermagem e clínica geral permanecem de sobreaviso 24 horas e são acionadas sempre que há registros de desmaios, crises de hipertensão, sintomas respiratórios ou qualquer sinal de alteração de saúde entre os custodiados.
No caso específico do detento de 50 anos, a secretaria não relatou histórico de doenças pré-existentes, mas destacou que o laudo do IML deverá confirmar a causa exata da morte. O resultado da necropsia e os demais relatórios periciais serão encaminhados ao DHPP, que conduzirá o inquérito policial para apurar todos os detalhes do episódio.
Até a conclusão da investigação, a Sejuc afirma que fornecerá suporte às autoridades e manterá os protocolos de saúde e segurança estabelecidos para o sistema prisional.
Com informações de Infonet
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