Audi prioriza mudança cultural e evita promessas ousadas em projeto de estreia na Fórmula 1, afirma Wheatley

Rafael Ramos
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A Audi mantém um discurso cauteloso sobre sua entrada na Fórmula 1. Segundo Jonathan Wheatley, chefe do programa da montadora para a categoria, a companhia busca construir o projeto de forma gradual, com ênfase em transformação interna antes de almejar resultados esportivos expressivos.

Wheatley destaca que os executivos preferem não fazer declarações ambiciosas neste estágio. Para o dirigente, o caminho até os objetivos mais altos é “estruturado, inevitavelmente longo e complexo”, exigindo bem mais do que soluções puramente técnicas. “Estamos falando de uma mudança cultural que precisa ser absorvida por toda a organização”, comentou.

De acordo com o chefe do time, a Audi encara a Fórmula 1 como uma plataforma de inovação, mas reconhece que o sucesso depende de sincronizar diferentes áreas da empresa — da engenharia à gestão de pessoas. “O maior desafio não está apenas na pista ou no túnel de vento; envolve integrar processos, mentalidades e expectativas”, observou.

Wheatley acrescentou que a filosofia adotada desde o anúncio do projeto é a de paciência. Em vez de prometer vitórias imediatas, o corpo diretivo trabalha com metas realistas, estabelecidas em fases, para garantir consistência e sustentabilidade. “Queremos evitar promessas que não possamos cumprir. O planejamento é detalhado e será revisto continuamente conforme avançarmos”, explicou.

No momento, as atenções estão voltadas à consolidação de estruturas de trabalho e ao recrutamento de talentos estratégicos. Embora não revele prazos específicos nem metas de desempenho, Wheatley reforça que cada passo é avaliado para assegurar que a cultura corporativa esteja alinhada às exigências da elite do automobilismo.

Para ele, a experiência em competições de endurance e rali oferece um ponto de partida sólido, mas a Fórmula 1 demanda outra dimensão de eficiência e colaboração. “Temos know-how em diversas frentes do esporte a motor, e isso nos ajuda. Ainda assim, precisamos adaptar práticas e mentalidades para o ambiente único da F1”, detalhou.

O executivo concluiu que, apesar da ambição natural de qualquer fabricante ao ingressar na categoria, a Audi pretende manter o foco nos fundamentos antes de traçar objetivos mais arrojados. “A pressa pode comprometer um projeto desse porte. Nosso compromisso é com a evolução sustentada”, finalizou.





Com informações de Motorsport.uol

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.