Estudante de 24 anos morre em Aracaju após complicações de influenza

Rafael Ramos
3 Min Leitura

Maria Clara Ferreira dos Santos, 24 anos, estudante do curso de Medicina Veterinária, faleceu na última segunda-feira, 19, em Aracaju, vítima de complicações provocadas pela gripe influenza. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da capital sergipana.

De acordo com a SMS, os primeiros sintomas apareceram em 23 de dezembro de 2025. Três dias depois, em 26 de dezembro, a jovem procurou atendimento em uma unidade hospitalar, foi avaliada e liberada. No dia seguinte, 27, retornou ao mesmo serviço de saúde apresentando dor no peito, tosse com secreção, dificuldade para respirar, náuseas, diarreia, fraqueza e sensação iminente de desmaio.

Nessa segunda ida ao hospital, o quadro clínico motivou a internação imediata. Em 29 de dezembro, diante do agravamento do comprometimento respiratório, ela foi transferida para outra unidade de maior complexidade, na zona sul da cidade, onde permaneceu em tratamento intensivo até evoluir para óbito.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que Maria Clara era asmática, condição que aumenta o risco de evolução para formas graves da doença. Apesar de integrar o grupo prioritário para vacinação contra a influenza, não havia registro de imunização nos últimos anos.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Sergipe (CRMV-SE) divulgou nota de pesar. No comunicado, a entidade ressalta a dedicação da estudante à profissão e o “amor pela Medicina Veterinária”, destacando que a morte precoce causou consternação entre colegas, professores e familiares.

Influenza e prevenção

A Influenza B é um vírus respiratório responsável por infecções agudas que podem variar de quadros leves a condições graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O risco de complicações é maior em pessoas com comorbidades, idosos, gestantes, crianças e indivíduos com doenças respiratórias crônicas, como a asma.

A transmissão ocorre, principalmente, por gotículas expelidas durante a fala, a tosse ou o espirro, além de aerossóis em ambientes fechados e contato com superfícies contaminadas. Locais pouco ventilados e com aglomeração favorecem a disseminação.

A vacinação anual é apontada pelos especialistas como a principal estratégia de prevenção, reduzindo significativamente internações e óbitos. Entre as recomendações complementares estão a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória, o uso de máscara em caso de sintomas, evitar ambientes fechados quando doente e procurar assistência médica diante de sinais de gravidade, como falta de ar e dor torácica.

A Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância de atenção redobrada aos sintomas respiratórios, sobretudo entre os grupos considerados de maior risco.

Com informações de Infonet

Compartilhe essa Notícia
Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.