Rabat (Marrocos) — A seleção do Senegal sagrou-se campeã da Copa Africana de Nações ao vencer Marrocos por 1 a 0, neste domingo (18), no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, na capital marroquina. O gol anotado por Pape Gueye na prorrogação garantiu o segundo título continental ao país, mas a decisão ficou marcada por um tumulto provocado por um pênalti controverso no fim do tempo regulamentar.
O confronto permanecia empatado sem gols quando, já nos minutos finais do segundo tempo, o árbitro recorreu ao árbitro de vídeo (VAR) e assinalou penalidade para os donos da casa. Inconformados com a marcação, jogadores e integrantes da comissão técnica senegalesa deixaram o gramado em sinal de protesto, interrompendo a partida por alguns minutos.
Após negociações com a arbitragem e representantes da Confederação Africana de Futebol (CAF), o elenco retornou ao campo. Na cobrança, o atacante Brahim Díaz, espanhol naturalizado marroquino, optou pela cavadinha, mas o goleiro adversário defendeu com facilidade. Sem alteração no placar durante os 90 minutos, o duelo seguiu para a prorrogação, e logo no início do tempo extra Gueye aproveitou cruzamento para marcar o único gol da decisão.
Com o resultado, o Senegal tornou-se bicampeão do torneio continental, repetindo o feito obtido em sua primeira conquista. Para Marrocos, a derrota em casa adiou o sonho do título diante de sua torcida.
FIFA critica protesto
O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, felicitou as duas seleções em publicação no Instagram, mas condenou a atitude dos senegaleses que abandonaram o gramado. Na mensagem, ele declarou:
“Infelizmente, testemunhamos cenas inaceitáveis no campo e condenamos fortemente o comportamento de alguns ‘torcedores’, bem como de alguns jogadores senegaleses e também de sua comissão técnica. É inaceitável deixar o campo de jogo. A violência também não pode ser tolerada em nosso esporte. Isso, simplesmente, não é correto”.
Segundo o jornal esportivo espanhol As, a entidade máxima do futebol deve aplicar sanções aos atletas e membros da comissão técnica do Senegal. Além de multa, existe a possibilidade de suspensão que poderia afastar jogadores da próxima Copa do Mundo, agendada para este ano.
Apesar da polêmica, a conquista reforça o bom momento do futebol senegalês, que chega à principal competição global embalado por mais um troféu continental.
Com informações de Agência Brasil
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