Eleitores de todo o território português votam neste domingo, 18 de janeiro, para escolher o próximo presidente da República. O pleito marca o fim dos dois mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupa o cargo desde 2016.
As assembleias de voto abriram às 8h no horário local (5h em Brasília). O encerramento ocorrerá às 19h em Portugal Continental e na Ilha da Madeira, enquanto nos Açores as urnas fecham às 20h, correspondendo às 16h e 17h, respectivamente, no horário brasileiro.
De acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, a participação alcançava 21% ao meio-dia local (9h em Brasília). Este número refere-se somente ao primeiro balanço oficial divulgado durante a manhã.
Maior número de concorrentes
Esta eleição presencial reúne 11 candidatos, o maior total já registrado no país para o cargo. Caso nenhum postulante alcance mais de 50% dos votos válidos, a legislação determina a realização de segundo turno. Nesse cenário, a nova votação está marcada para 8 de fevereiro.
A última vez que Portugal realizou um segundo turno presidencial foi em 1986, quando Mário Soares foi eleito. Desde então, todos os pleitos foram decididos na primeira volta.
Favoritos nas sondagens
Pesquisas de intenção de voto apontam como principais nomes na disputa Luís Marques Mendes, do Partido Social Democrata (PSD), António José Seguro, do Partido Socialista (PS), André Ventura, do Chega, José Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, e o almirante Henrique Gouveia e Melo, que concorre como independente.
Além dos candidatos citados, outros seis concorrentes participam do processo, somando a maior variedade de opções já disponibilizada ao eleitorado português em uma votação presidencial.
Calendário pós-eleitoral
A posse do presidente eleito está prevista para 9 de março, data que se mantém inalterada desde 1986. A sessão decorre na Assembleia da República e marca oficialmente o início do mandato de cinco anos.
Os resultados provisórios deverão ser divulgados ainda na noite deste domingo pelo Ministério da Administração Interna, seguidos pela confirmação formal do Tribunal Constitucional.
Com informações de Agência Brasil
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