O TikTok informou que começará, nas próximas semanas, a aplicar uma tecnologia inédita de detecção de idade em todos os países europeus. A medida busca atender às exigências de órgãos reguladores da região, preocupados com a presença de usuários menores de 13 anos na plataforma.
Segundo a companhia controlada pela ByteDance, o recurso foi desenvolvido especificamente para o mercado europeu após um projeto-piloto de 12 meses. O sistema avalia dados do perfil, conteúdos publicados e sinais de comportamento para estimar se a conta pertence a alguém abaixo da idade mínima permitida. Quando uma suspeita é detectada, o caso será enviado a moderadores humanos, e não haverá bloqueio automático.
Pressão de reguladores
A iniciativa ocorre enquanto autoridades do continente intensificam o debate sobre verificações de idade. O Parlamento Europeu discute limites mais rígidos para acesso a redes sociais, e alguns países tomam decisões individuais: a Dinamarca estuda proibir o uso de plataformas por menores de 15 anos, enquanto a Austrália, fora da Europa, já vetou o acesso de menores de 16 em 2023.
No Reino Unido, onde o piloto foi testado, milhares de contas adicionais foram removidas após a identificação de usuários com menos de 13 anos. A empresa reconhece, porém, que ainda não existe um padrão internacional que concilie verificação de idade e privacidade de forma satisfatória.
Métodos de confirmação e recurso
Para contestar eventuais suspensões, os titulares poderão recorrer a ferramentas externas de checagem. O TikTok utilizará a estimativa de idade por reconhecimento facial oferecida pela provedora Yoti, além de confirmações por cartão de crédito ou documentos oficiais. A Meta já recorre à mesma solução da Yoti em suas próprias plataformas.
A nova tecnologia foi elaborada em parceria com a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda, autoridade principal do TikTok na União Europeia. Usuários serão avisados por notificações à medida que o recurso for disponibilizado em cada país.
Com as mudanças, a plataforma busca demonstrar conformidade com as regras de proteção de dados do bloco e reduzir o risco de sanções. Ainda não há previsão de adoção dessa tecnologia em outras regiões.
Com informações de G1
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