Alckmin vê baixo impacto ao Brasil em possível sanção dos EUA contra o Irã

Rafael Ramos
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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção comercial dos Estados Unidos ao Irã, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, tende a ter repercussão limitada sobre a economia brasileira.

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Alckmin destacou que o fluxo bilateral entre Brasil e Irã é modesto. “Nossa relação comercial com o Irã é pequena”, observou o vice-presidente, lembrando que o país do Oriente Médio tem cerca de 100 milhões de habitantes e recebe exportações de diversas nações, inclusive europeias.

Aplicação considerada complexa

Segundo o ministro, a imposição de uma tarifa punitiva ampla — ou “super tarifação”, como descreveu — seria de difícil execução. “Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, comentou. Alckmin acrescentou que, até o momento, a administração norte-americana não publicou qualquer ordem executiva que formalize a sanção. “Esperamos que não seja aplicada. Imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, disse.

Exemplo europeu

O vice-presidente mencionou que economias fortes da Europa mantêm negócios com Teerã. “A Alemanha e muitos outros países também exportam para o Irã”, ressaltou, reforçando o argumento de que a medida, caso avançasse, encontraria resistências internacionais.

Diplomacia e paz

Alckmin ainda sublinhou que o Brasil não possui litígios externos. “A última guerra do Brasil tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz”, declarou. Para ele, conflitos armados geram morte e pobreza e representam “a falência da boa política”.

Ao avaliar o quadro geopolítico atual, classificou o momento como “difícil para o mundo” e defendeu maior protagonismo brasileiro nos fóruns multilaterais. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo e melhorar a vida do povo por meio do emprego e da renda. Esse é o caminho que o Brasil está trilhando”, concluiu.

Com informações de Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.