São Paulo – O empresário Elon Musk afirmou nesta quarta-feira (14) que o chatbot Grok, disponível na rede social X, não gera imagens de nudez envolvendo menores e se recusa a produzir qualquer material considerado ilegal.
“Não tenho conhecimento de nenhuma imagem nua de menores gerada pelo Grok. Literalmente, zero”, escreveu o bilionário na própria plataforma. Segundo ele, a inteligência artificial só cria figuras quando recebe um pedido explícito do usuário e bloqueia solicitações ilícitas, obedecendo às leis de cada país ou estado.
Falhas e correções
Musk admitiu a possibilidade de “ataques de prompt” – tentativas de usuários de burlar filtros de segurança – e disse que eventuais brechas são corrigidas “imediatamente”. A declaração ocorreu após o Grok reconhecer, em 2 de janeiro, “falhas nos mecanismos de proteção” que permitiram a publicação de imagens sexualizadas de menores no X. A equipe da xAI, responsável pela tecnologia, informou que está reforçando barreiras para impedir novas ocorrências.
Caso brasileiro e expansão dos deepfakes
Na semana passada, o g1 revelou o caso de uma brasileira que teve uma foto de biquíni manipulada pela IA. A vítima descreveu a experiência como um “sentimento horrível”. Conteúdos semelhantes, conhecidos como deepfakes, viraram tendência no X em dezembro e se espalharam por diversos países.
Pressão internacional
A controvérsia motivou reações ao redor do mundo. No Reino Unido, o órgão regulador de mídia abriu investigação sobre a plataforma. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse ter sido informado de que o X “está agindo para garantir total conformidade com a lei” local.
Índia, Indonésia e Malásia também se mobilizaram. Nova Délhi exigiu medidas adicionais de proteção; Jacarta e Kuala Lumpur proibiram o uso do chatbot.
Imagem: Reprodução/X
Movimento de entidades civis
No Brasil, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) solicitou na segunda-feira (12) que o governo federal suspenda o Grok. Já nesta quarta, uma coalizão formada pelo grupo feminista UltraViolet, a Organização Nacional para as Mulheres (NOW), o movimento liberal MoveOn e a ParentsTogether Action divulgou cartas pedindo que Google e Apple removam o X e o Grok de suas lojas de aplicativos.
“Estamos implorando veementemente à Apple e ao Google que levem isso extremamente a sério”, declarou Jenna Sherman, diretora de campanha da UltraViolet, à Reuters. A xAI respondeu às cartas afirmando tratar-se de “mentiras da mídia tradicional”. Apple e Google não se pronunciaram.
As discussões prosseguem em diversos países enquanto o X reforça filtros e o Grok promete novas salvaguardas para evitar a disseminação de conteúdos ilegais.
Fonte: G1
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