Chefe da ExxonMobil diz a Trump que cenário atual torna “inviável” investir na Venezuela

Robson Alves
2 Min Leitura

Washington (EUA) – O presidente e diretor-executivo da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o ambiente jurídico e comercial da Venezuela impede investimentos no setor de petróleo. A declaração foi feita durante reunião na sexta-feira (9).

“Se analisarmos as estruturas legais e comerciais vigentes hoje na Venezuela, veremos que o país é inviável para investimentos”, disse Woods, em mensagem divulgada na página oficial da companhia, a maior petrolífera norte-americana.

O executivo explicou que, para que a empresa volte a atuar no país sul-americano, seriam necessárias “mudanças significativas” no marco regulatório e garantias duradouras para proteger o capital investido. Ele citou, entre outras medidas, a revisão das leis de hidrocarbonetos.

Apesar das ressalvas, Woods declarou que, caso receba convite do governo venezuelano e haja garantias de segurança, cogita enviar uma equipe técnica para avaliar oportunidades. “Acredito que podemos ajudar a levar o petróleo bruto venezuelano ao mercado por um preço justo, contribuindo para a recuperação financeira do país”, acrescentou.

Condições para retorno

O CEO destacou que confia na colaboração entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela para viabilizar mudanças no ambiente de negócios. Ele evitou comentar a gestão venezuelana, mas ressaltou a importância de que a exploração de recursos beneficie as comunidades locais. “Precisamos ser bem-vindos lá e ser bons vizinhos”, afirmou.

Woods lembrou que a ExxonMobil entrou na Venezuela na década de 1940 e deixou o país há 20 anos, após ter seus ativos confiscados em duas ocasiões. “Uma terceira entrada exigiria mudanças bastante significativas em relação ao que vimos historicamente e ao quadro atual”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia
Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.