Brasil enviará 100 toneladas de remédios à Venezuela após ataque norte-americano

Robson Alves
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O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (8) o envio de 100 toneladas de medicamentos e outros insumos de saúde para a Venezuela. A iniciativa busca atender a população venezuelana após a invasão militar dos Estados Unidos, ocorrida no sábado (3), que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores.

Segundo a pasta, o bombardeio em Caracas destruiu o principal centro de distribuição de medicamentos do país. Na primeira remessa, o Brasil encaminhará 40 toneladas de produtos voltados prioritariamente a cerca de 16 mil pacientes de hemodiálise que ficaram sem atendimento.

“Essa doação não compromete o tratamento dos aproximadamente 170 mil pacientes que fazem diálise no Sistema Único de Saúde. Nossos estoques são seguros e podemos ser solidários com o país vizinho. Durante a pandemia de covid-19, a Venezuela nos enviou 130 mil metros cúbicos de oxigênio quando enfrentávamos escassez”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Em carta encaminhada à ministra da Saúde venezuelana, Magaly Gutiérrez, Padilha reiterou o apoio brasileiro para garantir assistência especialmente aos pacientes de diálise afetados pela destruição do estoque de medicamentos.

Os materiais que seguirão para a Venezuela foram obtidos por meio de doações de hospitais universitários e filantrópicos de várias regiões do Brasil. O lote engloba medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções necessárias ao procedimento de hemodiálise.

As 100 toneladas de insumos ficarão armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos e Medicamentos do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), até a conclusão do despacho para o país vizinho.

Fonte: Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.