O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiveram na noite de quarta-feira (8) a primeira conversa oficial desde que o norte-americano passou a fazer ameaças públicas ao governo colombiano.
Em suas redes sociais, Petro divulgou uma foto enquanto falava ao telefone com Trump e relatou parte do diálogo. Segundo o colombiano, os dois abordaram visões divergentes sobre a relação de Washington com a América Latina. Petro afirmou ter apresentado ao colega a proposta de aproveitar o potencial latino-americano de geração de energia limpa, viabilizada com um investimento de US$ 500 bilhões que, segundo ele, estaria disponível nos Estados Unidos.
“Explorar a América Latina em busca de petróleo só levaria à destruição do direito internacional, à barbárie e a uma terceira guerra mundial”, declarou Petro, reiterando que sua proposta está “fundamentada na paz, na vida e na democracia global”.
Ameaças recentes
O contato telefônico ocorreu quatro dias depois de Trump afirmar, no domingo (4), que a Colômbia “está muito doente” e é governada por “um homem doente”, além de sugerir que uma invasão militar ao país “parecia uma boa ideia”. As declarações vieram depois da operação que resultou no sequestro de Nicolás Maduro na Venezuela.
Em resposta, Petro classificou o presidente norte-americano de “cérebro senil” e acusou Trump de enxergar “verdadeiros libertários” como narcoterroristas por não lhe fornecerem carvão ou petróleo.
Manifestação em Bogotá
Logo após o telefonema, Petro participou de uma manifestação que havia convocado em Bogotá para reforçar a posição colombiana diante das ameaças de Washington. No palanque, contou ao público que Trump considerou “uma grande honra” falar com ele e que o principal tema da ligação foi a situação das drogas, além de “outros desentendimentos” entre ambos.
O chefe de Estado colombiano disse ter agradecido o contato e afirmou esperar um encontro presencial “em breve”. De acordo com Petro, equipes dos dois governos já discutem a organização da reunião.
Fonte: Agência Brasil
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