São Silvestre chega à 100ª edição com recorde de mulheres inscritas

Rafael Ramos
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A Corrida Internacional de São Silvestre celebra, nesta quarta-feira (31), sua centésima edição com números históricos. Ao todo, 55 mil atletas de 44 países confirmaram inscrição, e as mulheres correspondem a 47% do pelotão — maior participação feminina já registrada na tradicional prova de rua brasileira.

Atletas destacam avanço feminino

Em entrevista coletiva na Avenida Paulista, a campeã brasileira de 2024, Núbia de Oliveira, ressaltou que a presença recorde de mulheres aumenta sua motivação. “A São Silvestre tem 100 anos e, por muito tempo, não podíamos participar. Ver quase metade das inscrições ocupadas por mulheres mostra nossa superação”, afirmou.

Para a baiana Jeane dos Santos, a corrida representa liberdade e superação pessoal. “Esse esporte me tirou da depressão. Hoje sou referência na minha cidade e incentivo outras mulheres a correr”, contou a atleta de Santo Antônio de Jesus.

Desafio contra o domínio africano

Apesar da preparação, Núbia e Jeane sabem que a missão de quebrar o jejum brasileiro — sem vitórias femininas desde 2006 — é complicada. Entre as favoritas estrangeiras estão a queniana Cynthia Chemweno, vice-campeã em 2024, e a tanzaniana Sisilia Ginoka Panga, que estreia na prova e diz estar pronta para “fazer uma grande corrida”.

Coletividade africana x individualismo brasileiro

No masculino, o último triunfo nacional foi em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. Melhor brasileiro nas duas últimas edições, Johnatas Cruz atribui o domínio africano ao treinamento em grupo. “Se não mudarmos o jeito individualista de correr, o Brasil continuará longe do topo”, declarou.

O argumento é reforçado pelo compatriota Wendell Jerônimo Souza, que defende um pelotão nacional mais coeso, e pelo queniano Wilson Maina, que vê a união como “segredo” para tantas vitórias africanas. “Treinar juntos e ter amizade faz a diferença”, completou o tanzaniano Joseph Panga.

Detalhes da prova

A largada para cadeirantes será às 7h25. Às 7h40 partem as elites feminina A e B; às 8h05, elites masculina A e B, atletas com deficiência e pelotão premium. Em seguida, sai o pelotão geral.

Com percurso de 15 quilômetros mantido desde 1991, a prova começa na Avenida Paulista, 2.084, passa por pontos turísticos da capital paulista, incluindo a subida da Brigadeiro Luís Antônio, e termina em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, na Paulista, 900.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.