Entidades repudiam agressões e censura a jornalistas em audiência no Senado

Rafael Ramos
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Representantes de entidades de imprensa criticaram, nesta quinta-feira (11), na Comissão de Direitos Humanos do Senado, a violência de policiais legislativos contra jornalistas e a interrupção do sinal da TV Câmara durante sessão da última terça-feira (9). O debate foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que manifestou solidariedade aos profissionais agredidos.

O episódio ocorreu quando o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira da Presidência da Câmara em protesto contra o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Durante a retirada à força do parlamentar, repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e assessores também foram alvo de empurrões e agressões.

Medidas judiciais

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Octávio Costa, informou que a entidade ingressou com representação na Procuradoria-Geral da República pedindo responsabilização de Motta por censura, além de preparar denúncias à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Organização dos Estados Americanos (OEA) e ao Conselho de Ética da Câmara.

Ambiente hostil

Para Bia Barbosa, coordenadora de Incidência para a América Latina da Repórteres sem Fronteiras (RSF), a ação reflete a “naturalização” do cerceamento ao trabalho jornalístico no país, intensificado, segundo ela, nos últimos anos.

A presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Kátia Brembatti, destacou que a escalada de hostilidades engloba violência física, ameaças verbais e assédio judicial. De acordo com a Abraji, há 654 processos em curso no Brasil classificados como assédio judicial contra profissionais de imprensa.

Dados de violência

Samira Cunha, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), lembrou que o Relatório Anual da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa registrou 144 casos apenas em 2024. Para ela, impedir o trabalho da imprensa, seja por agressões físicas ou pressões judiciais, fere o direito constitucional dos cidadãos à informação.

As entidades pedem apuração imediata dos atos ocorridos na Câmara e medidas que garantam a segurança de profissionais de comunicação no exercício da atividade.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.