Porto Alegre (RS) – Abel Braga saiu da aposentadoria e comandou o Internacional por apenas oito dias, período suficiente para evitar que o clube caísse à Série B do Campeonato Brasileiro. O treinador contou que aceitou o convite 15 dias depois de se submeter à quarta ablação no coração.
Sem trabalhar à beira do campo desde 2022, quando deixou o comando do Fluminense, Abel vinha exercendo a função de diretor técnico do Vasco até 2023. Mesmo com o histórico médico recente, decidiu assumir a equipe colorada na reta final da competição.
“Segui meu coração”
Em vídeo de bastidores divulgado pelo Internacional, o técnico de 72 anos relatou aos jogadores o procedimento realizado pouco antes da reapresentação: “Vocês sabem o que eu estava fazendo há 15 dias? Estava fazendo ablação no coração. É a quarta que eu faço”, disse.
Abel afirmou ter aceitado a missão por acreditar na permanência. A convicção surgiu, segundo ele, após observar o desempenho do time no primeiro tempo do empate por 1 a 1 com o Santos.
Vitória decisiva
No jogo final, o Inter derrotou o Red Bull Bragantino por 3 a 1. Com a combinação de resultados da última rodada, evitou o rebaixamento. Após o apito final, o treinador declarou: “Bastou nós sermos nós mesmos”.
Repercussão interna
Recebido como “super-herói” no CT Parque Gigante, Abel pediu aos torcedores que não hostilizassem os atletas e soube que o centro de treinamento havia sido danificado pela enchente de 2024. Ele também protagonizou discursos motivacionais, alguns com palavrões, além de uma fala homofóbica na primeira coletiva, considerada um excesso até por pessoas próximas.
Partida contra o tempo
A estreia terminou com derrota de 3 a 0 para o São Paulo. Restava então uma partida e a necessidade de resultados paralelos. “Domingo não tem p*** nenhuma, tem de ganhar”, afirmou ao elenco. Antes do duelo decisivo, reforçou: “A ansiedade é ruim. A omissão é pior ainda. Sejam vocês”.
Retorno à aposentadoria
No dia seguinte à permanência na elite, Abel Braga se desligou do cargo, não compareceu ao CT e recusou entrevistas, limitando-se a dizer que tomaria “um vinho”. Ele garante que não voltará a treinar, a menos que acredite plenamente na proposta recebida.
Fonte: Futebol Interior
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