Alcolumbre promete levar projeto da dosimetria ao plenário do Senado logo após votação na Câmara

Rafael Ramos
3 Min Leitura

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (9) que colocará em votação no plenário da Casa o Projeto de Lei 2162/23 – conhecido como “projeto da dosimetria” – assim que o texto for aprovado pela Câmara dos Deputados.

A proposta reduz as penas aplicadas a envolvidos nos atos golpistas, o que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares citados no processo. A Câmara pretende deliberar sobre o assunto ainda nesta terça, segundo anunciou o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Nós vamos deliberar este projeto no plenário do Senado Federal assim que a Câmara dos Deputados deliberar”, declarou Alcolumbre, ao ressaltar que as duas Casas já discutem a atualização da legislação que trata do crime de abolição violenta do Estado de Direito.

Críticas ao rito acelerado

A intenção de levar o texto diretamente ao plenário sem análise prévia nas comissões recebeu questionamentos de parlamentares. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), classificou a manobra como um “atropelo” do processo legislativo.

“Esta matéria está na Câmara há meses sem deliberação. De repente a Câmara resolve votar, aí chega aqui e vem a plenário? Não é possível que não possamos discutir”, contestou o senador, defendendo que o projeto passe pela CCJ para avaliação de constitucionalidade.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) apoiou a posição: “Não vamos abrir precedente para trazer direto para o plenário”.

Calendário proposto

Para contornar as críticas, Alcolumbre sugeriu um cronograma: se o texto for aprovado ainda hoje na Câmara, seria encaminhado imediatamente à CCJ, que o apreciaria na quarta-feira (10). A votação final em plenário ficaria para a semana seguinte.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu a celeridade. “Temos pessoas presas, e esse projeto poderá proporcionar a soltura delas. Peço que seja designado relator amanhã para votarmos na semana que vem”, disse.

Otto Alencar, no entanto, observou que a próxima semana terá sessões remotas e reiterou preferência por um debate presencial. “Não vou pautar um tema desse para discussão virtual”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia
Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.