O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que Aracaju registrou a maior taxa de ocupação do Nordeste, 55,9%, mas mantém disparidades salariais significativas entre gêneros, cores e raças.
Na data de referência da pesquisa, o rendimento médio mensal na capital sergipana era de R$ 3.369,71. Entretanto, os homens recebiam em média R$ 3.802,86, valor 31,1% superior ao das mulheres, cujo rendimento médio foi de R$ 2.899,79.
Diferenças por cor e raça
A renda também varia fortemente conforme a cor ou raça declarada. Pessoas brancas tiveram rendimento médio de R$ 4.499,99. Entre pardos, o valor caiu para R$ 3.127,35, e entre pretos, para R$ 2.249,61. Assim, o ganho médio de uma pessoa branca na capital é 43,9% maior que o de uma parda e o dobro do de uma preta.
No recorte estadual, o rendimento médio foi de R$ 2.783,40 para brancos, R$ 1.962,60 para pardos e R$ 1.729,00 para pretos. A diferença entre brancos e pretos em Sergipe alcançou 61%, ligeiramente acima da média nacional de 55%.
Considerando sexo, cor e raça simultaneamente, a desigualdade se amplia: uma mulher preta em Aracaju ganhava, em média, R$ 1.951,85, enquanto um homem branco recebia R$ 4.917,16, diferença de 152%. O salário mínimo vigente à época era de R$ 1.212.
Impacto da escolaridade
Entre as pessoas ocupadas na capital, 33,8% tinham ensino superior completo; 39,5%, ensino médio completo ou superior incompleto; 11,6%, fundamental completo ou médio incompleto; e 15% não possuíam instrução ou tinham fundamental incompleto.
O rendimento médio acompanhou o nível de escolaridade: R$ 6.417,30 para quem tinha ensino superior completo; R$ 2.087,37 para médio completo ou superior incompleto; R$ 1.427,39 para fundamental completo ou médio incompleto; e R$ 1.321,65 para pessoas sem instrução ou com fundamental incompleto.
Mesmo entre trabalhadores com ensino superior, persistem diferenças: homens brancos receberam R$ 8.929,83; homens pardos, R$ 8.290,40; homens pretos, R$ 5.918,34; mulheres brancas, R$ 6.101,87; mulheres pardas, R$ 4.455,88; e mulheres pretas, R$ 3.452,87.
Os dados confirmam que, embora Aracaju apresente alta taxa de ocupação, a distribuição da renda segue marcada por desigualdades de gênero, cor e raça.
Fonte: Infonet
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