CEO do Nubank diz que parte dos funcionários “confundiu” canal interno com rede social após demissões

William Kevim
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O fundador e presidente global do Nubank, David Vélez, afirmou que alguns colaboradores “confundiram um canal corporativo com rede social ou arquibancada de estádio”. A declaração foi publicada no LinkedIn em resposta a um ex-funcionário e ocorre em meio às críticas pela demissão por justa causa de 14 pessoas desde a semana passada.

Mudança no trabalho e demissões

Doze dos desligamentos aconteceram após uma live interna, realizada em 7 de julho, na qual Vélez anunciou o fim do home office e a adoção do modelo híbrido. A medida atinge cerca de 7.000 empregados e prevê um período de transição de oito meses. Segundo o banco, alguns comentários feitos no chat da transmissão ultrapassaram limites de respeito; os trabalhadores alegam ter apenas manifestado descontentamento.

Outros dois funcionários foram desligados sob suspeita de planejar a sabotagem de sistemas internos, conforme comunicado enviado à equipe.

Resposta a ex-funcionário e atuação do sindicato

O comentário de Vélez foi direcionado a Rafael Calsaverini, ex-analista do Nubank. Ele havia reagido a uma publicação da presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro, que tenta marcar uma reunião emergencial com a direção do banco para discutir as demissões.

Calsaverini escreveu que o Nubank “cultivou por anos” a prática de confrontar a gestão e citou casos anteriores de mensagens mais agressivas que não geraram demissão. O ex-funcionário também mencionou advertências coletivas motivadas por um meme interpretado como ofensivo. Vélez retrucou, dizendo que Calsaverini “tem pouca informação sobre o caso” e que ninguém aceitaria esse comportamento “em sua própria casa”.

Posicionamento oficial

Em nota, o Nubank declarou não comentar casos individuais de desligamento. “Trabalhamos para preservar canais abertos para o livre debate entre os funcionários, mas não toleramos desrespeito e violações de conduta”, afirmou a fintech.

Estrutura e exceções ao híbrido

O Nubank informou que expandirá sua estrutura atual — que inclui escritórios em São Paulo (Pinheiros e Vila Leopoldina), Cidade do México e Bogotá — e planeja novas unidades em Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Buenos Aires e nas regiões de Washington, Miami e Palo Alto, nos Estados Unidos.

Algumas áreas permanecerão totalmente remotas devido à natureza do trabalho:

  • Xpeers (atendimento ao cliente)
  • Investor help (investimentos)
  • Ouvidoria
  • Data labeling
  • Financial crime investigation
  • Regulatory solutions
  • Talent acquisition

Empregados poderão solicitar exceções pessoais — por exemplo, por motivos de saúde — que serão analisadas individualmente. A elegibilidade levará em conta senioridade, desempenho e distância do escritório, mas a companhia ressalta que tais exceções serão raras.

Vélez, que atualmente reside no Uruguai, afirmou que se mudará para um país onde o banco possua escritório a fim de acompanhar a transição.

Fonte: Notícias ao Minuto

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.