O governo dos Estados Unidos anunciou que eliminará tarifas aplicadas a determinados alimentos e outros itens importados da Argentina, do Equador, da Guatemala e de El Salvador. A medida faz parte de acordos-quadro que devem ampliar o acesso de empresas norte-americanas a esses mercados.
Segundo uma autoridade sênior da administração Trump, os entendimentos devem ser concluídos nas próximas duas semanas e poderão resultar em novas adesões até o fim do ano. O objetivo é reduzir os preços de produtos como café, bananas e outras frutas, repassando o alívio aos consumidores nos EUA.
Detalhes dos acordos
Os textos manterão tarifas de 10% sobre a maioria dos bens provenientes de El Salvador, Guatemala e Argentina, países com os quais Washington registra superávits comerciais. Para o Equador, o percentual geral permanecerá em 15%, devido ao déficit comercial norte-americano nesse caso.
Mesmo assim, as tarifas serão eliminadas para itens que não são cultivados, extraídos ou produzidos em território norte-americano. Entre os exemplos citados estão banana e café equatorianos.
Os acordos também incluirão compromissos de não aplicar impostos sobre serviços digitais prestados por empresas dos EUA e de remover barreiras a produtos agrícolas e industriais norte-americanos, repetindo o modelo anunciado em outubro com países asiáticos.
Contexto político
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, antecipou na quarta-feira (12) que haveria anúncios “substanciais” para baixar o custo de vida, após derrotas eleitorais de candidatos republicanos em Nova Jersey, Nova York e Virgínia. O presidente Donald Trump tem atribuído a alta de preços a políticas do ex-presidente Joe Biden e defende as medidas como forma de tornar produtos básicos mais acessíveis.
De acordo com a autoridade que detalhou os acordos, as conversas com outros países da América Central e do Sul são “bastante construtivas”, e negociações iniciadas com Suíça e Taiwan na quinta-feira (13) também avançam positivamente.
Reação dos parceiros
O chanceler argentino, Pablo Quirno, afirmou que o entendimento “criará condições” para aumentar investimentos norte-americanos na Argentina e agradeceu ao presidente Javier Milei pela “convicção” demonstrada durante as tratativas.
Fonte: Agência Brasil
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