Contarato defende postura firme da esquerda na segurança pública e promete CPI técnica

Rafael Ramos
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Brasília – Eleito presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que o campo progressista precisa “parar de romantizar” o debate sobre segurança pública e apresentar respostas objetivas à sociedade.

Em entrevista à Agência Brasil, o parlamentar, que foi delegado da Polícia Civil por 27 anos no Espírito Santo, declarou que pretende conduzir os trabalhos da CPI de forma técnica, evitando disputas eleitorais entre governo e oposição. “O que eu puder fazer para impedir comportamentos pirotécnicos, farei”, garantiu.

Adoção de medidas mais duras

Contarato defendeu o endurecimento de penas para adolescentes que cometem infrações graves. Relator do Projeto de Lei 1.473/2025, aprovado no Senado em caráter terminativo e atualmente na Câmara dos Deputados, ele propôs ampliar de três para cinco anos o tempo máximo de internação, podendo chegar a dez anos em casos de violência, grave ameaça ou tráfico de drogas.

O senador também criticou a saída temporária (a “saidinha”) de condenados por crimes contra a vida. Para ele, não é razoável conceder o benefício a quem cumpre pena por homicídio: “Com um sexto da pena, o autor de um assassinato já vai ao regime aberto. Ainda dar 35 dias de saída? Precisamos pensar na mãe que perdeu o filho”, argumentou.

Facções e terrorismo

Questionado sobre propostas que equiparam facções criminosas ao terrorismo, o parlamentar disse não ver risco de intervenção estrangeira no Brasil. Ele lembrou que o Senado aprovou, em 2023, projeto que altera a Lei de Terrorismo para enquadrar atos praticados por grupos criminosos organizados que visem causar terror social.

Direitos humanos para todos

Para Contarato, a esquerda precisa ampliar a compreensão sobre direitos humanos. “Direitos humanos não são só para quem está preso; também protegem vítimas de feminicídio, órfãos da violência e policiais mortos em serviço”, declarou.

Composição da CPI

Além de Contarato na presidência, a CPI tem o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como vice-presidente. O colegiado foi instalado nesta semana no Senado e investigará a atuação do crime organizado no país.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.