Washington (EUA) – Dick Cheney, que exerceu o cargo de vice-presidente norte-americano entre 2001 e 2009, morreu na noite de segunda-feira (3) aos 84 anos, em decorrência de complicações de pneumonia e doenças cardíacas e vasculares. A informação foi divulgada pela família nesta terça-feira (4).
Republicano, Cheney foi congressista pelo estado de Wyoming e secretário de Defesa antes de ser escolhido em 2000 pelo então governador do Texas, George W. Bush, para compor a chapa vencedora daquele ano. Durante os dois mandatos no Executivo, foi considerado um dos vice-presidentes mais influentes da história dos Estados Unidos.
Defensor da ampliação dos poderes do Executivo, Cheney estruturou uma equipe de segurança nacional que ganhou protagonismo próprio dentro da Casa Branca. Ele teve participação decisiva na condução da política externa pós-11 de Setembro e foi um dos principais articuladores da invasão do Iraque, em 2003, justificando a ação pelo suposto arsenal iraquiano de armas de destruição em massa, jamais encontrado.
As posições firmes provocaram atritos com integrantes do gabinete de Bush, entre eles os então secretários de Estado Colin Powell e Condoleezza Rice. Cheney também apoiou métodos de interrogatório de suspeitos de terrorismo, como afogamento simulado e privação de sono, classificados como tortura por órgãos como o Comitê de Inteligência do Senado e relatores da ONU.
Problemas cardíacos acompanharam Cheney desde os 37 anos, quando sofreu o primeiro de vários infartos. Em 2012, passou por um transplante de coração.
A atuação política da família se estendeu à filha Liz Cheney, que ocupou uma cadeira na Câmara dos Representantes. Ela perdeu a reeleição após votar pelo impeachment do então presidente Donald Trump, posição endossada pelo pai, que o classificou como “a maior ameaça” já enfrentada pela república norte-americana.
Cheney deixa esposa, Lynne, três filhas e netos.
Fonte: Agência Brasil
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