Aracaju – A rede pública estadual de Sergipe conta atualmente com 134 Salas de Recursos Multifuncionais destinadas ao atendimento educacional especializado de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação. Os espaços são coordenados pelo Serviço de Educação Inclusiva (Seinc), vinculado ao Departamento de Educação da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
Das unidades em funcionamento, 123 são classificadas como tipo 1, voltadas ao público com deficiências física, auditiva, intelectual e TEA. Outras 13 são tipo 2 e, além desses grupos, prestam assistência a alunos com cegueira. As salas estão distribuídas por todas as Diretorias Regionais de Educação (DRE).
Atendimento individualizado
Segundo a diretora de Educação Especial da Seed, Lílian Alves, o professor define o número de sessões semanais e a carga horária de cada estudante. “Como a maioria dos atendimentos é individual, o planejamento segue os objetivos traçados no Plano de Atendimento Individual”, explicou. A legislação não impõe limite máximo de alunos por sala; a quantidade varia conforme a funcionalidade dos estudantes e o tipo de intervenção necessária.
O trabalho nas salas de recursos ocorre em caráter complementar ao ensino regular. Dessa forma, o estudante frequenta as aulas comuns em um turno e comparece à sala de recursos no contraturno. A rede estadual também oferece Libras como primeira língua a alunos surdos, ministrada por docentes surdos, enquanto o português é ensinado como segunda língua pelas professoras das salas de recursos.
Exemplo de evolução
O aluno Lázaro Cardoso, 11 anos, diagnosticado com TEA, frequenta o Centro de Excelência Jornalista Paulo Costa, no bairro Bugio, em Aracaju. A mãe, Iza Carla Cardoso, relata avanços significativos desde a matrícula. “Ele tinha dificuldade em diferenciar manhã e tarde ou direita e esquerda. Hoje já entende o calendário e socializa melhor com os colegas”, afirmou.
A professora Gilda Correia dos Santos, 57 anos, responsável pela sala de recursos na mesma escola desde 2016, detalha o processo: “No ato da matrícula, analisamos os relatórios trazidos pelos pais, conversamos com a família e elaboramos um plano individual para cada aluno”. O contato permanente com os responsáveis inclui reuniões às segundas-feiras e um grupo de WhatsApp para esclarecer dúvidas.
Foi nesse grupo que Iza Carla encontrou informações sobre oficinas de música indicadas para o filho, que tem sensibilidade auditiva. A mãe conseguiu matriculá-lo no Conservatório de Música graças à orientação de outra responsável que também utiliza o serviço.
Para manter as atividades, a Seed destaca a importância de docentes dedicados exclusivamente às salas de recursos, onde utilizam materiais pedagógicos adaptados e propostas lúdicas que estimulam diferentes habilidades.
Fonte: Governo de Sergipe
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