A China reafirmou nesta quarta-feira (30) que continua no cronograma de enviar seres humanos à Lua até 2030. A informação foi confirmada por Zhang Jingbo, porta-voz do Programa Espacial Tripulado da China, durante a apresentação da próxima tripulação que seguirá para a estação espacial Tiangong.
De acordo com Zhang, os principais projetos ligados à missão lunar avançam “conforme o planejado”, incluindo o desenvolvimento do foguete Longa Marcha 10, dos trajes espaciais de próxima geração e do veículo de exploração que será usado na superfície lunar.
Nova missão rumo à Tiangong
O país também se prepara para lançar a nave Shenzhou 21, que decolará na sexta-feira às 23h44 (horário local) a partir do Centro de Lançamento de Jiuquan, no deserto de Gobi. A bordo estarão os astronautas Zhang Lu, que já participou da Shenzhou 15, além dos estreantes Wu Fei e Zhang Hongzhang.
Cada estadia na Tiangong dura cerca de seis meses e inclui uma série de experimentos científicos. Nesta missão, quatro ratos — dois machos e duas fêmeas — viajarão junto com a tripulação para pesquisas sobre os efeitos da microgravidade e do confinamento em organismos vivos.
Estação pode ser a única em atividade na próxima década
Construída depois da exclusão chinesa da Estação Espacial Internacional, a Tiangong orbita a Terra a aproximadamente 400 km de altitude e deve permanecer operacional por pelo menos mais dez anos. Com a possível desativação da ISS, a estrutura chinesa pode se tornar a única estação em operação.
Avanços e próximos passos
O investimento chinês no setor espacial resultou em marcos como a primeira aterrissagem no lado oculto da Lua, realizada pela sonda Chang’e 4, e o pouso bem-sucedido em Marte, feito antes alcançado apenas pelos Estados Unidos e pela extinta União Soviética.
Além de levar astronautas à Lua, Pequim planeja construir uma base científica no polo sul lunar em parceria com a Rússia e outros países. Também está em andamento a missão Tianwen-3, programada para 2028, cujo objetivo é coletar amostras do solo marciano e trazê-las à Terra até 2031.
Com o cronograma mantido e novos lançamentos previstos, a China avança para consolidar sua presença de longo prazo no espaço.
Fonte: Notícias ao Minuto
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