Brasil torna-se signatário da Convenção da ONU contra crimes cibernéticos

Robson Alves
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O Brasil assinou neste sábado (25) a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético, durante cerimônia realizada em Hanói, no Vietnã. O documento foi ratificado pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita ao sudeste asiático.

Além do Brasil, outros 59 países formalizaram adesão ao tratado, elaborado pela Assembleia-Geral da ONU em dezembro de 2024. No caso brasileiro, a assinatura tem caráter político e ainda precisa ser apreciada pelo Congresso Nacional para gerar obrigações jurídicas.

Cooperação internacional

De acordo com a PF, a convenção estabelece a tipificação de delitos digitais, incluindo o abuso sexual infantil praticado on-line. O texto também cria mecanismos para a troca de provas eletrônicas entre os países, reforçando a cooperação no combate a crimes virtuais e na proteção às vítimas.

O tratado contém dispositivos voltados à segurança e à preservação dos direitos humanos, que deverão nortear as ações de investigação e repressão a crimes cibernéticos.

Declarações da ONU

Presente ao ato de assinatura, o secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a convenção como um marco para a era digital. Ele destacou o aumento das ameaças no ciberespaço, lembrando que ataques virtuais podem comprometer meios de subsistência, financiar o tráfico internacional e disseminar material de abuso infantil.

A assinatura em Hanói integra a agenda diplomática do governo brasileiro na região, que busca ampliar relações políticas e comerciais com países asiáticos.

Fonte: Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.