Estudante da UFPR busca segundo ouro no karatê durante JUBs em Natal

Rafael Ramos
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Natal (RN) – Aos 20 anos, a paranaense Emilly Amorim, aluna do sexto período de Educação Física da Universidade Federal do Paraná (UFPR), entra no tatame nesta quinta-feira (16) para disputar a categoria até 50 quilos do karatê nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs). O objetivo é repetir o ouro conquistado em 2023 e, de quebra, levar para casa o boneco do mascote da competição, o Joca, entregue aos campeões desta edição.

Esta é a terceira participação da atleta nos JUBs. Em 2022, Emilly ficou com o bronze; no ano passado, chegou ao topo do pódio após três combates. Agora, terá de vencer cinco lutas para assegurar o bicampeonato. “A expectativa está alta. Quero muito o Joca”, comenta.

Início precoce e seleção brasileira

O contato com o karatê começou aos 5 anos, quando, inspirada pelo filme de animação “Kung Fu Panda”, passou a imitar os personagens em casa. Os pais decidiram matriculá-la em um projeto social no interior do Paraná. “O karatê me moldou. Aprendi respeito e a competir”, recorda-se.

Aos 16, Emilly ingressou na seleção brasileira da modalidade e realizou a primeira viagem internacional sem a companhia da família. “Foi a conquista mais importante para mim e para meus pais”, afirma.

Rotina entre treinos, estudos e trabalho

Além dos treinamentos diários, a atleta divide o tempo entre as aulas na universidade e o trabalho em um projeto de iniciação esportiva voltado a crianças neurodivergentes, onde ministra atividades de cross training, cross kids e karatê. “Organizo meus horários semestre a semestre para conseguir treinar, trabalhar e estudar todos os dias. Domingo é o único dia de descanso”, explica.

Planos para o futuro

Depois de se formar, Emilly quer iniciar um curso de pós-graduação, obter a licenciatura e seguir competindo. “Pretendo continuar nos JUBs por muitos anos”, projeta.

Seja no tatame ou na sala de aula, a palavra que a acompanha é persistência. “Fiquei várias vezes em segundo lugar antes de entrar na seleção. Aprendi que, se continuar tentando, uma hora dá certo”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.