Malware “Sorvepotel” usa WhatsApp Web para tomar controle de PCs e roubar credenciais bancárias

William Kevim
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Pesquisadores da Trend Micro identificaram um novo golpe que explora o WhatsApp Web para instalar o malware “Sorvepotel” em computadores com Windows. O programa malicioso se espalha por arquivos ZIP enviados em conversas, grupos do aplicativo e também por e-mails falsos.

Como o golpe funciona

Ao ser executado, o arquivo cria uma porta de comunicação que permite aos criminosos assumir o controle total da máquina da vítima. Entre as ações possíveis estão o roubo de senhas, o acesso a contas bancárias e a instalação de versões falsas de sites de bancos e corretoras de criptomoedas.

O vírus também domina a sessão do WhatsApp Web para enviar automaticamente o mesmo anexo malicioso aos contatos da pessoa infectada, ampliando o alcance da fraude. Esse comportamento pode resultar no banimento da conta pelo próprio WhatsApp, que identifica o envio em massa como spam.

Alvo principal: usuários brasileiros

Dos 477 casos analisados pela Trend Micro, 457 ocorreram no Brasil. O Sorvepotel foi programado para reconhecer configurações típicas de sistemas usados no país, como idioma e formato de data. Até o nome faz referência a expressões locais: os servidores utilizados pelo golpe contêm a palavra “sorvete” em seus endereços.

Para garantir persistência, o malware cria um arquivo de inicialização automática que o reativa sempre que o computador é ligado. Embora ainda não haja registros significativos de bloqueio de arquivos ou extorsão financeira, especialistas da Trend Micro acreditam que o foco atual dos criminosos é expandir ao máximo a quantidade de máquinas comprometidas.

Recomendações de segurança

O WhatsApp orienta usuários a não baixar anexos nem clicar em links de remetentes desconhecidos. Já a Trend Micro sugere medidas específicas para pessoas e empresas:

  • Desativar downloads automáticos no WhatsApp;
  • Restringir o download de arquivos em computadores corporativos;
  • Treinar funcionários para reconhecer anexos suspeitos;
  • Desconfiar de mensagens que solicitam permissões em navegadores;
  • Confirmar o envio de arquivos por outro meio, como telefone ou presencialmente.

Embora o ataque não explore falhas do próprio WhatsApp, a distração de usuários em ambientes de trabalho tem facilitado a transformação de computadores em “zumbis” controlados por hackers.

Fonte: Notícias ao Minuto

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.