Representantes do Mercosul e do governo canadense voltaram a discutir, nesta quinta-feira (9), a criação de um acordo de livre comércio. A rodada ocorre no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em Brasília, e prossegue na sexta-feira (10).
A reabertura das negociações ocorre após a visita ao Brasil, em agosto de 2025, do ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu. Na ocasião, Sidhu reuniu-se com o vice-presidente e titular do MDIC, Geraldo Alckmin, quando ambos reafirmaram o interesse em intensificar o diálogo econômico.
Agenda e temas em debate
Chefes negociadores e equipes técnicas de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Canadá analisam avanços, pendências e prioridades dos diferentes capítulos do futuro acordo. Entre os assuntos em discussão estão:
- acesso a mercados e regras de origem;
- facilitação de comércio, barreiras técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias;
- serviços, investimentos e compras governamentais;
- propriedade intelectual e meio ambiente;
- concorrência, apoio a micro e pequenas empresas, trabalho, comércio e gênero;
- direitos de povos indígenas.
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o bloco busca firmar acordos “modernos, equilibrados e mutuamente benéficos”, tomando como referência tratativas já concluídas com Singapura, União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta).
Números do comércio bilateral
Em 2024, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 9,1 bilhões. O Canadá foi o nono principal destino das exportações brasileiras e ocupou a 19ª posição entre os fornecedores externos do país.
As vendas brasileiras somaram US$ 6,3 bilhões, 91% delas provenientes da indústria de transformação. Destacaram-se alumínio, ouro, aço, máquinas e equipamentos, aeronaves e café. As importações, que totalizaram US$ 2,8 bilhões, concentraram-se em adubos e fertilizantes químicos, motores e máquinas não elétricos e aeronaves.
O MDIC afirma que o diálogo com o Canadá reforça o papel do Mercosul como ator relevante no comércio internacional.
Fonte: Agência Brasil
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