Trump e Lula falam por videoconferência e sinalizam aproximação comercial

Robson Alves
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que acredita num relacionamento positivo com o Brasil após conversar por videoconferência, durante cerca de 30 minutos, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em postagem nas redes sociais, Trump declarou que “nossos países se darão muito bem juntos” e relatou que o principal tema do diálogo foi a expansão das relações de economia e comércio entre as duas nações. Segundo ele, novos encontros estão previstos “num futuro não muito distante”, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Pedido para retirar sobretaxa

Durante a conversa, Lula solicitou a revogação da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo norte-americano a produtos brasileiros, além de outras restrições impostas a autoridades do país. O presidente lembrou que o Brasil é um dos três integrantes do G20 com os quais os EUA registram superávit na balança de bens e serviços.

Negociações e próximos passos

Para tratar do assunto, Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio. Ele deverá negociar diretamente com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Encontro presencial à vista

Os chefes de Estado manifestaram disposição de se reunir em breve. Lula sugeriu que o encontro ocorra durante a Cúpula da ASEAN, marcada para a Malásia, e reiterou o convite para que Trump participe da COP30, em Belém, em novembro. O líder brasileiro também se colocou à disposição para visitar Washington.

De acordo com o Palácio do Planalto, a ligação partiu da Casa Branca. Ao final do diálogo, os presidentes trocaram contatos pessoais para manter linha direta de comunicação e relembraram a “boa química” do encontro que tiveram em setembro, em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.

Fonte: Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.