Lula destaca avanços e critica retrocessos na abertura da 5ª Conferência de Políticas para as Mulheres

Rafael Ramos
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A 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM) começou na manhã desta segunda-feira, 29 de setembro, em Brasília, com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”. O encontro reúne lideranças sociais e políticas até 1º de outubro para definir diretrizes de políticas públicas voltadas às mulheres.

Ao discursar na abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou medidas adotadas desde seu primeiro mandato, em 2003, como a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a Lei da Igualdade Salarial e o programa de Dignidade Menstrual. Lula também citou o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, classificando o processo como tentativa de silenciar vozes femininas. “O autoritarismo não apenas odeia; ele teme as mulheres”, afirmou.

Retrocessos e resistência

A ministra das Mulheres, Marcia Lopes, ressaltou que, desde a última conferência em 2016, o país viveu “anos de retrocessos”, mas destacou a força da mobilização feminina. “Resistimos e chegamos à 5ª CNPM como espaço de reencontro e reconstrução”, declarou.

Participação de Dilma Rousseff

Por videoconferência, a ex-presidenta Dilma Rousseff lembrou que a abertura da 4ª CNPM foi seu último compromisso oficial antes de deixar o cargo. Hoje presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics), ela afirmou que o novo encontro simboliza a superação de “violência política e ataques às conquistas democráticas”. Dilma defendeu a participação plena das mulheres na economia e na democracia, e reforçou que “nenhuma violência é tolerável, nenhum direito pode ser retirado”.

Vozes dos movimentos sociais

Representantes de movimentos sociais destacaram a construção coletiva da conferência. Josy Kaigang, da Marcha das Mulheres Indígenas, recordou que a última marcha ocorreu sob a liderança da primeira mulher a presidir o país. Já Iayalorixá Sandrali Bueno, do Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres (CNDM), afirmou que o evento resulta de conferências livres, regionais, estaduais e municipais realizadas desde abril.

Programação

Até quarta-feira, delegadas de todo o Brasil participarão de debates e plenárias para elaborar propostas de combate às desigualdades de gênero, machismo, misoginia e outras formas de opressão. A programação completa está disponível no site oficial do evento.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.