O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, nesta terça-feira (23), durante a abertura da 79ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que a soberania e a democracia do Brasil “são inegociáveis”.
Lula condenou “medidas unilaterais e arbitrárias” que, segundo ele, têm como alvo instituições e a economia brasileiras. O chefe do Executivo classificou como “inaceitável” qualquer tentativa de ingerência externa sobre o Poder Judiciário nacional.
“A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, afirmou.
Condenação inédita
O presidente recordou que, “pela primeira vez em 525 anos de história”, um ex-chefe de Estado brasileiro foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Lula destacou que o processo assegurou ampla defesa, condição que, segundo ele, regimes autoritários não oferecem.
“Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e àqueles que os apoiam”, disse, ao reforçar que o país “seguirá como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”.
O discurso também abordou a necessidade de democracias sólidas irem além do ato eleitoral, citando a redução das desigualdades e a garantia de direitos básicos como pilares para o fortalecimento institucional.
Ao encerrar sua intervenção, Lula reiterou que não há espaço para condescendência com ataques à ordem democrática e repetiu que a soberania brasileira “não se negocia”.
Fonte: Agência Brasil
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