Um levantamento da Folha de S.Paulo, conduzido entre abril e a primeira semana de julho, comparou as ferramentas de proteção de 15 instituições financeiras com maior número de contas no Banco Central e os apps mais baixados no primeiro trimestre de 2025. O estudo analisou etapas de cadastro, autenticação, limites transacionais, canais de atendimento e adesão ao programa Celular Seguro.
Cadastro sem comprovante e documentos
A reportagem conseguiu abrir conta em Banco Will, InfinitePay, PicPay, Banco Inter e C6 Bank sem envio de comprovante de endereço ou foto com documento. Entre os grandes bancos, apenas o Santander não exigiu endereço, informando uso de geolocalização, histórico do cliente e reconhecimento facial para validar dados.
Reconhecimento facial e prova de vida
InfinitePay, Mercado Pago, Banco Inter, Santander e Will não solicitaram movimento do rosto para checar prova de vida. As instituições alegam empregar algoritmos de inteligência artificial capazes de identificar presença humana sem necessidade de movimentos adicionais.
Biometria para transações
Itaú, InfinitePay, Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, C6 Bank, PicPay, PagBank e Neon exigem biometria facial ou digital para autorizar Pix e TED. O Nubank usa biometria apenas para destravar o app; transferências são confirmadas com senha numérica de quatro dígitos.
Dispositivo cadastrado
Agibank, Nubank, Itaú, Santander, C6 Bank, PagBank e Neon registram o smartphone por reconhecimento facial. Caixa, Banco do Brasil e Bradesco exigem cadastro em caixa eletrônico. A InfinitePay utiliza leitura de QR Code.
Canais de atendimento
Bancos tradicionais mantêm gerentes de conta e atendimento presencial. Entre digitais, Neon, PicPay e InfinitePay não oferecem suporte telefônico, limitando o contato a chats e outros meios virtuais.
Aderência ao Celular Seguro
Agibank, Mercado Pago, InfinitePay, PagBank e Will ainda não integram a plataforma do Governo Federal que bloqueia apps bancários em caso de roubo ou perda do aparelho. Mercado Pago afirma estar em processo de integração; Agibank diz que a adesão está em fase final de avaliação.
Vazamentos de dados
Neon (fevereiro de 2025) e Banco Inter (2018) registraram incidentes reportados ao BC. As empresas não comentaram os episódios, mas todas as instituições consultadas declaram seguir a Lei Geral de Proteção de Dados.
As avaliações foram baseadas em critérios indicados por especialistas, incluindo validação de identidade, protocolos de segurança da informação e ferramentas antigolpe. As instituições financeiras afirmam cumprir os requisitos mínimos exigidos pelo Banco Central.
Com informações de Notícias ao Minuto
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