O processador, conhecido no setor como SoC (System on a Chip), concentra o “cérebro” de praticamente todas as funções do telefone: executa aplicativos em milissegundos, administra consumo de energia e distribui tarefas entre múltiplos componentes para evitar travamentos.
O que compõe um SoC
Diferente dos computadores de mesa, que separam placa-mãe, processador e placa de vídeo, o smartphone reúne tudo em um único chip. Entre os módulos presentes estão:
• CPU (unidade central de processamento)
• GPU (responsável pelos gráficos)
• NPU (processamento neural para recursos de inteligência artificial)
• ISP (processamento de imagem para fotos e vídeos)
• Módulos de conectividade (5G, Wi-Fi, Bluetooth)
Como medir desempenho
Segundo Samir Vani, diretor da MediaTek no Brasil, três fatores definem a velocidade: arquitetura e geração do chip, frequência de clock e quantidade de núcleos da CPU — hoje entre oito e dez. A combinação faz, por exemplo, que jogos sejam abertos rapidamente, enquanto a GPU cuida dos gráficos e a NPU assume rotinas de IA.
Dobráveis usam chip diferente?
Para Helio Oyama, diretor de negócios da Qualcomm, modelos flexíveis exigem pequenas adaptações: suporte a duas telas, melhor controle térmico e consumo ajustado de energia. No geral, trata-se do mesmo processador, mas com otimizações feitas em parceria com o fabricante do aparelho.
Por que top de linha têm chips mais avançados
Smartphones premium adotam litografia de 3 nanômetros — distância microscópica entre transistores que permite maior quantidade deles no mesmo espaço, aumentando desempenho sem ampliar o tamanho do SoC. Exemplos:
• Apple A18 Pro (iPhone 16)
• Snapdragon 8 Elite (Galaxy Z Fold7)
• Exynos 2400e (Galaxy S24 FE)
• Dimensity 9400+ (aparelhos Oppo e Jovi na Ásia)
Chips intermediários ficam entre 4 nm e 6 nm, e, há pouco mais de uma década, o padrão era 28 nm.
Temperatura e economia de bateria
Quando o processador esquenta além do normal, a performance cai e o consumo de energia sobe, explica Vani. Algoritmos internos regulam a distribuição de tarefas para manter o aparelho frio e economizar carga.
Carga rápida depende do SoC?
O chip controla corrente e voltagem enviadas à bateria. Aparelhos de médio porte já aceitam carregadores de 45 W a 100 W, capazes de levar a bateria de 5 % a 70 % em cerca de 20 minutos. O carregador padrão do iPhone, por exemplo, é de 20 W.
Imagem: Internet
Impacto da inteligência artificial
Rotinas de IA demandam processamento local ou na nuvem. Ao executar tarefas dentro do telefone, a NPU reduz tráfego de dados e gasta menos energia, além de preservar informações pessoais.
Como escolher o melhor processador
Além de geração e eficiência, é preciso cruzar dados de tela, câmeras e capacidade da bateria. Seguir a linha mais atual de cada fabricante costuma ser a saída mais simples. As opções mais recentes incluem:
Apple: A16 Bionic, A17 Pro, A18, A18 Pro
MediaTek: Dimensity 9300, 9400 (topo), 7200, 8300 (intermediários), 6300 (básicos)
Samsung: Exynos 2400, 2500 (topo), 1580 (intermediário), 1530 (básico)
Qualcomm: Snapdragon 8 Elite (topo), 7 Gen 4 e 6 Gen 4 (intermediários), 4 Gen 2 (básico)
Smartphones que já usam os chips mais novos
Em agosto, lojas on-line listavam os seguintes modelos entre R$ 4.000 e R$ 13.600:
• iPhone 16 Pro Max – Apple A18 Pro
• Motorola Edge 60 Pro – Dimensity 8350 Extreme
• Samsung Galaxy Z Fold7 – Snapdragon 8 Elite
• Xiaomi 14T – Dimensity 8300 Ultra
Os principais fabricantes continuam desenvolvendo parcerias para tirar o máximo de cada SoC, equilibrando velocidade, consumo de bateria e recursos de inteligência artificial.
Com informações de g1
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