O Ministério das Relações Exteriores divulgou na noite de sexta-feira (15/8/2025) nota em que condena a intenção de Israel de construir mais de 3.400 unidades habitacionais entre Jerusalém Oriental e Jericó, região da Cisjordânia.
Segundo o Itamaraty, o projeto criaria um novo assentamento que poderia dividir o território palestino em dois blocos — Norte e Sul — e separar Jerusalém Oriental do restante da Cisjordânia, comprometendo a viabilidade de um futuro Estado palestino.
A chancelaria brasileira classificou a iniciativa como “flagrante violação do direito internacional”, mencionando a Resolução 2334, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU em 2016, que considera ilegais os assentamentos em áreas ocupadas. O comunicado também recorda parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, emitido em 19 de julho de 2024, que declarou ilícita a permanência israelense nos territórios ocupados e determinou a suspensão imediata de novas construções, bem como a retirada de colonos.
O governo brasileiro reforçou “o direito inalienável do povo palestino” à criação de um Estado independente e instou Israel a evitar medidas unilaterais que equivalham à anexação de áreas ocupadas. Para o Itamaraty, ações desse tipo ameaçam a solução de dois Estados e dificultam a busca por uma paz duradoura no Oriente Médio.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
A nota conclui reafirmando o compromisso do Brasil com os esforços internacionais para a retomada de negociações que levem a uma solução justa e abrangente para o conflito.
Com informações de Agência Brasil
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