CGI.br apresenta 10 diretrizes para futura regulação de redes sociais no Brasil

William Kevim
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O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou, nesta quinta-feira (14 de agosto de 2025), o documento final dos “Dez Princípios para a Regulação de Plataformas de Redes Sociais”. O texto resulta de um processo de consulta pública realizado entre maio e junho, que recebeu cerca de 300 contribuições de representantes da academia, do governo, de empresas e de organizações da sociedade civil.

Segundo a coordenadora do CGI.br, Renata Mielli, a proposta busca orientar a elaboração de um marco regulatório nacional que fortaleça a democracia, proteja direitos fundamentais e incentive um ambiente digital seguro, preservando a inovação.

Como foram construídas as diretrizes

O grupo de trabalho responsável pelo documento analisou as sugestões enviadas na consulta pública antes de consolidar a versão definitiva. De acordo com o conselheiro Henrique Faulhaber, que coordenou os debates, o objetivo foi reunir diferentes vozes para mitigar efeitos negativos do uso das redes sociais sem comprometer seus benefícios.

Definições adotadas

No texto, o CGI.br define plataformas digitais como sistemas baseados na internet que intermediam relações entre vários atores, com uso intensivo de dados e inteligência artificial. As redes sociais são classificadas como um tipo específico dessas plataformas, dedicadas à conexão entre usuários e ao compartilhamento de conteúdo, mediadas por algoritmos de recomendação e perfilização.

Os 10 princípios

  • Estado Democrático de Direito, soberania e jurisdição nacional – respeito às leis brasileiras, promoção da diversidade cultural e do desenvolvimento socioeconômico.
  • Direitos humanos, liberdade de expressão e privacidade – proteção à dignidade humana e combate ao discurso de ódio, preservando a liberdade de expressão.
  • Autodeterminação informacional – usuários decidem como seus dados pessoais são coletados, utilizados e compartilhados.
  • Integridade da informação – incentivo a conteúdos de interesse público e enfrentamento à desinformação.
  • Inovação e desenvolvimento socioeconômico – apoio à autonomia tecnológica, geração de renda e economia digital inclusiva.
  • Transparência e prestação de contas – clareza sobre funcionamento de algoritmos e políticas de monetização, com acesso a dados relevantes.
  • Interoperabilidade e portabilidade – possibilidade de integração entre serviços e transferência de dados pelos usuários.
  • Prevenção e responsabilidade – medidas para reduzir riscos sistêmicos e responsabilização por danos.
  • Proporcionalidade regulatória – obrigações diferenciadas conforme porte, atividade e impacto das plataformas, com revisão periódica.
  • Ambiente regulatório e governança multissetorial – estrutura institucional robusta com participação equilibrada de todos os setores.

Histórico de atuação

O CGI.br já contribuiu para políticas públicas em outras ocasiões. Em 2009, lançou o “Decálogo de Princípios para a Governança e Uso da Internet”, que serviu de base ao Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). O novo conjunto de diretrizes pretende oferecer parâmetros para soluções regulatórias que acompanhem a dinâmica da internet e os interesses públicos.

Com a publicação dos princípios, o Comitê espera subsidiar discussões legislativas e orientar iniciativas de autorregulação do setor, mantendo o foco em um ambiente digital transparente, seguro e respeitoso aos direitos dos usuários.

Com informações de g1.globo.com

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.