Guarda Nacional ocupa ruas de Washington DC; Bowser questiona medida de Trump

Robson Alves
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Cerca de 800 militares da Guarda Nacional começaram a ser distribuídos em pontos centrais de Washington DC na noite de terça-feira (12). A mobilização atende a decreto do presidente Donald Trump, que declarou estado de emergência de 30 dias na capital norte-americana.

Além dos soldados, o governo federal enviará 500 agentes de diferentes órgãos de segurança. O plano foi anunciado na segunda-feira (11) sob o slogan “Tornar DC segura outra vez”. Ao justificar a decisão, Trump declarou que pretende “deixar a capital mais segura e mais bonita” e prometeu retirar moradores em situação de rua “para locais distantes do centro”. “Os criminosos não precisam se mudar; vamos colocá-los na cadeia”, afirmou.

Reação da prefeitura

A prefeita democrata Muriel Bowser rechaçou o argumento de que a cidade enfrenta onda de violência. “Precisamos defender nossa autonomia e impedir este impulso autoritário”, disse ao New York Times. Ela lembrou que, de acordo com a legislação, a Guarda Nacional lotada no distrito responde diretamente ao presidente, e não ao governo local.

Números da Polícia Metropolitana apontam que a taxa de crimes violentos é a mais baixa em três décadas. Estatísticas do FBI também registram queda de 9% na criminalidade em relação ao ano anterior, embora a capital mantenha índice de homicídios superior ao de outras grandes cidades dos Estados Unidos.

Operação ampliada

A Casa Branca informou que outros 850 policiais desembarcaram em Washington nas primeiras horas de terça, resultando em 23 prisões por homicídio, porte ilegal de arma, tráfico de drogas, sonegação fiscal, atos obscenos e perseguição. “Este é apenas o começo”, declarou a secretária de imprensa, acrescentando que a operação será intensificada ao longo do próximo mês.

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Imagem: REUTERS via agenciabrasil.ebc.com.br

Em junho, Trump já havia empregado aproximadamente 2 000 integrantes da Guarda Nacional em Los Angeles para conter protestos contra detenções de imigrantes irregulares. A utilização de tropas federais para policiamento interno é considerada incomum nos Estados Unidos.

Com informações de Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.