SpaceX já gastou US$ 15 bilhões no desenvolvimento do foguete Starship

William Kevim
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TRANSMISSÃO: Space

A SpaceX informou, por meio de documento interno analisado pela Reuters, que já investiu mais de US$ 15 bilhões no desenvolvimento do foguete Starship. O valor supera em larga margem o montante aplicado no Falcon 9 — cerca de US$ 400 milhões — e reflete quase uma década de esforços para criar um sistema de lançamento totalmente reutilizável.

O projeto Starship é apontado pela empresa como central para suas operações futuras, incluindo o lançamento de maiores volumes de satélites da rede Starlink, transporte de tripulação à Lua e a Marte e, em prazo mais longo, a colocação em órbita de estruturas para computação relacionadas à inteligência artificial.

No registro confidencial citado pela Reuters, a SpaceX afirmou: “Continuamos investindo de forma significativa para ampliar nossa liderança, buscando reutilização total e rápida em larga escala, incluindo mais de US$ 15 bilhões em nosso foguete de nova geração, Starship”.

A companhia planeja começar a lançar a nova geração de satélites Starlink, chamada V3, no segundo semestre de 2026, com expectativa de utilizar a Starship. O veículo pode transportar até 60 satélites por missão, frente aos cerca de 24 levados atualmente pelo Falcon 9, o que reduziria o custo por unidade colocada em órbita.

Em 2025, a SpaceX destinou US$ 3 bilhões a pesquisa e desenvolvimento no setor espacial, valor que a empresa diz ter sido totalmente voltado ao programa Starship — um aumento em relação aos US$ 1,8 bilhão investidos no ano anterior.

Desde 2023, a SpaceX realizou 11 voos de teste da Starship. Os voos registraram avanços, como a recuperação do propulsor Super Heavy com braços mecânicos durante o retorno, mas também apresentaram falhas que levaram a centenas de alterações no projeto. Especialistas consultados dizem que, apesar do progresso, ainda há incerteza sobre a capacidade de executar essas operações de forma repetida e em larga escala.

Entre os principais desafios técnicos e logísticos destacados estão a infraestrutura em terra — incluindo sistemas de abastecimento de combustível, controle de água e proteção durante o retorno atmosférico — e o consumo de recursos: um único lançamento pode exigir o equivalente a 244 caminhões de gás natural e cerca de 1 milhão de galões de água.

A SpaceX também admite que o reabastecimento em órbita, essencial para missões de longa duração, ainda não foi demonstrado. Hans Koenigsmann, ex-vice-presidente da empresa, afirmou que essa etapa “provavelmente é o último grande desafio”.

Ao longo da última década, a empresa construiu no Texas a base Starbase, voltada à produção em maior escala do veículo. A companhia se prepara agora para um novo voo de teste — o primeiro desde outubro — que deve marcar a estreia do protótipo Starship V3, descrito por engenheiros como um projeto substancialmente renovado e destinado a missões orbitais mais longas e a voos tripulados à Lua.

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.