Google e SpaceX negociam lançamentos para colocar data centers em órbita, diz jornal

William Kevim
3 Min Leitura

Quem: Google, controlado pela Alphabet, e a SpaceX, empresa de Elon Musk.

O que: As duas companhias estão em negociação para um possível acordo de lançamentos que permitiria colocar em órbita centros de processamento de dados voltados à inteligência artificial, segundo reportagem do Wall Street Journal.

Quando: A negociação foi relatada nesta terça-feira pelo jornal. A notícia também informa que, na semana passada, a empresa de IA Anthropic concordou em utilizar toda a capacidade computacional das instalações Colossus 1 da SpaceX, em Memphis, e demonstrou interesse em colaborar no desenvolvimento de centros de dados orbitais de vários gigawatts.

Onde: Os centros seriam instalados em órbita terrestre, beneficiando-se de captação de energia solar diretamente no espaço para alimentar o processamento e o armazenamento de dados.

Como: A proposta envolve estruturas em órbita que funcionariam de maneira semelhante aos data centers em terra, mas com geração de energia solar no espaço. No Google, a iniciativa aparece ligada ao Projeto Suncatcher, cujo objetivo é conectar satélites movidos a energia solar e equipados com Unidades de Processamento Tensorial (TPUs), chips desenvolvidos pela empresa para acelerar tarefas de IA. A companhia planeja lançar um primeiro protótipo por volta de 2027, em parceria com a Planet Labs.

Por que: A iniciativa busca suportar o elevado volume de processamento necessário para sistemas de inteligência artificial, transferindo parte da infraestrutura computacional para o espaço. O desenvolvimento dessa tecnologia é apontado como um projeto estratégico para a SpaceX, com demanda potencial por investimentos elevados e desafios técnicos significativos.

A reportagem afirma ainda que o Google está em conversas com outras empresas do setor espacial além da SpaceX para viabilizar o projeto. Nem a SpaceX nem o Google comentaram imediatamente o assunto à Reuters.

O texto do Wall Street Journal também menciona o histórico envolvendo Elon Musk: ele ajudou a fundar a OpenAI em 2015, em parte como resposta ao avanço do Google na área de IA, e desde então houve uma aproximação de interesses, especialmente no desenvolvimento de infraestrutura espacial para computação em larga escala.

As informações publicadas destacam o interesse de atores do setor privado em transferir parte da cadeia de processamento para plataformas orbitais, mas apontam que há obstáculos técnicos e econômicos a serem superados antes de qualquer implementação em larga escala.

Compartilhe essa Notícia
William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.